Mudamos!

Postado em Uncategorized em 26/11/2009 por Fernando

Caros leitores, croniqueiros, roqueiros, amantes da música.

É com extrema felicidade que informo que o Crônica Sonora, apesar de novo, já está de mudança. Adquirimos um domínio para oferecer a vocês maiores opções de interatividade e benefícios.

Por favor, a partir de agora, acessem:

http://cronicasonora.com.br

Continuem nos acompanhando! Ainda temos muito som e frisson pra compartilhar com vocês!

A bebida dos roqueiros é…… vinho?!

Postado em Curiosidades, Informação com as tags , , , , em 25/11/2009 por Fernando

Dica do André Fetchir que, mesmo não postando, foi o idealizador desse blog.

Taí um site legal que vale a visita: Whines That Rock.

Mark Beamer, produtor de vinhos e roqueiro, lançou uma proposta diferente: combinar álbuns de rock com vinhos. “Mal posso acreditar que esse é meu trabalho. Eu provo vinhos, ouço música e penso como juntar tudo em uma garrafa de vinhos que capte a verdadeira essência do álbum”, diz ele.

Dentre suas combinações, estão os clássicos Forty Licks (Rolling Stones) com Merlot, The Dark Side of the Moon (Pink Floyd) com Cabernet Sauvignon e um vinho Chardonnay em homenagem ao Woodstock. O interessante é que Beamer explica e justifica as suas combinações.

 

No The Dark Side Of The Moon Cabernet Sauvignon, por exemplo, Mark diz querer captar a essência densa e atemporal do álbum, combinando com a uva em questão, que representa a atitude do Condado de Mendocino, região de grande cultivo da uva.

O Woodstock Chardonnay também tem a sua peculiaridade: diferentemente dos outros Chardonnay, que são revestidos em carvalho durante a fermentação, esse tipo é a pura expressão da fruta e da terra de onde cresceu, remetendo aos valores de quebra com o passado e de expressão individual que foram tão fortes durante o Woodstock.

O “Rainbow Pack”, pacote que vem com uma garrafa de cada um dos três vinhos-álbuns, sai por US$50,97. Não sou grande entendedor e apreciador de vinhos, mas fiquei curioso para harmonizá-los com as respectivas carnes e discos indicados.

Aquecimento “to Hell”!

Postado em Dicas musicais, Informação com as tags , , , em 24/11/2009 por Fernando

O histórico e tão esperado show do AC/DC em São Paulo está, finalmente, chegando! Você, que varou a noite na internet e/ou madrugou na fila para comprar ingresos, deve estar com gastrite-roqueira, imagino.

A três dias do show, vamos ao que interessa: um bom aquecimento. Todos devem saber, mas a expectativa para esse show é enorme. Com uma produção maior que a da Madonna, os australianos prometem uma carreta de 6 ton andando pelo fundo do palco, além de uma megapista que vai até praticamente a metade da galera. Que doidera. Confira um vídeo da abertura do show dessa turnê, em Londres. O começo demora, mas vale a pena… e entrem na vibe!

 

E, para os que gostam, o show de SP terá a abertura de Nasi, ex-vocal do Ira!,  e Andreas Kisser. Vamos ver, vamos ver…

E, para fechar esse primeiro post sobre o AC/DC (preparem-se! Temos novidades internacionais por vir), cito o setlist do show dos caras em Londres, no último abril. Tomem nota!

1. Rock N Roll Train
2. Hell Ain’t A Bad Place To Be
3. Back In Black
4. Big Jack
5. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
6. Shot Down In Flames
7. Thunderstruck
8. Black Ice
9. The Jack
10. Hells Bells
11. Shoot To Thrill
12. War Machine
13. Anything Goes
14. You Shook Me All Night Long
15. TNT
16. Whole Lotta Rosie
17. Let There Be Rock
18. Highway To Hell
19. For Those About To Rock

Sangue nozóio e muito rock n’ roll para vocês!

Garoto cego, surdo e retardado?!

Postado em Crônicas com as tags , , , , , em 22/11/2009 por daniluke

town

Jann S. Wenner em 28 de setembro de 1968, realiza a primeira entrevista completa da Rolling Stones com o meu herói do dia.

Para começar, nesta noite, o meu herói bebia suco de laranja sem LSD, e  falou sobre o próximo disco de sua banda ” Deaf, Dumb and Blind”, que mais tarde rendeu um clássico bastante conhecido: Tommy.
O álbum em questão, influenciou uma das obras primas mais extraordinárias do rock’n'roll: The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd, e criou um pacto eterno do rock com o movimento psicodélico.

Pense num garoto surdo,retardado e cego, que tinha o nariz maior que o mundo. E dizia que por causa de seu nariz escrevia músicas e tocava guitarra.

Nariz a parte, justamente nesta noite de 68, ele não destruiu a sua guitarra no palco do Fillmore West.

Pior, disse nem ligar a mínima para isso.

Bom, é que até hoje, contamos para os nossos afilhados, em volume alto, essa história. É que eu não tenho filhos e não estava lá nesta noite. E tudo começou numa terça-feira durante um show, quando sua guitarra bateu no teto e rachou ao meio…

O meu herói é perfeccionista ao extremo e também grande compositor.
Tocou banjo, violão e girando o seu braço direito contra as cordas de sua guitarra se transformou numa entidade musical. Entidade SIM.

Nascido numa família de músicos, sempre super respeitáveis com ele, que não o impediam de fazer nada.
Nem tocar guitarra, nem fumar maconha, nem ao menos usar a cama de sua mãe para a sua primeira transa.

Na Inglaterra mod de 60, e seu exército de lambretas, ele e sua banda invocavam ação com seus improvisos generosos e composições que permanecem. Essa entidade musical, vivinha da silva, lider de uma das maiores bandas de rock do planeta, já foi The Confederates, The Detours, The Hig NUmbers e por duas vezes The Who.

Um mod agressivo, extremamente elegante e fashion, que cada vez mais é para nós o Rock’n'Roll de hoje,ontem e para todo o sempre. Salve meu herói. Amém.

Lembre-se que ele ganhou um violão de sua avó aos 12 anos de idade e escutou muito rock americano.
Ou ainda, recorde-se daquele garoto surdo, retardado e cego, que tem o nariz maior que o mundo e o coração do tamanho dos anéis de saturno.
Falsamente acusado de molestar criancinhas, provou a sua inocência e cá para mim, queriam pegar ele desde o lançamento de Tommy.

Tommy, personagem central desse épico, era um garoto diferente, que se movia através da música e muitas vezes era molestado pelo seu tio pervertido. Apesar de o significado dessa história jamais ter sido de fato explicada, Tommy é mais precisamente, uma viagem pela infância real e imaginária de meu herói.

Mas peraí, se você agora sabe o nome dele, lamento. Seu rock está precisando de mais uma porção de Roger Daltrey, Keith Moon, John Entwistle e Pete Townshend.

Peter Dennis Blandford Townshend vive atualmente em Richmond, Inglaterra, e embora seja mais conhecido por sua carreira musical, se envolveu ostensivamente com o mundo literário, escrevendo artigos em jornais e revistas, resenhas de livros, ensaios e roteiros.
Sofre de surdez parcial, devido a exposição a música em volume alto pelos palcos que incendiou.
O herói do dia nasceu em 19 de maio de 1945 e toca guitarra, piano, sintetizador, banjo, baixo, bateria, violino, bandolim e ukelele.

Leia o romance semi – autobriográfico do cara: The Boy Who Heard Music.

Ou reveja grandes momentos do The Who: I´m Free, We’ re not gonna take it, Pindball Wizard, Who’s Next, entre tantos outros clássicos.Dá-lhe!

www.thewho.uk

Enfim, notícia!

Postado em Notícias com as tags , em 19/11/2009 por Fernando

Deu no site oficial dos caras. O Metallica, enfim, confirma dois show no Brasil, em janeiro de 2010.

“Mal podemos esperar para voltar à Argentina, Chile e Brasil… Dez anos é muuuito tempo, como nossa última visita foi em 1999″, diz a introdução da nota no site.

A banda se apresentará em Porto Alegre e São Paulo:

28 de janeiro – Porto Alegre, RS – Estádio do Zequinha. Início das vendas ao público normal (leia-se “não-cliente Citibank”): 03 de dezembro.

Pista – R$250 | Arquibancada – a partir de R$120

30 de janeiro – São Paulo, SP – Estádio do Morumbi. Início das vendas ao público normal (leia-se “não-cliente Citibank”): 01 de dezembro.

Pista – R$250 | Pista VIP – R$500

 

Preparem seus ouvidos e seus bolsos!

Suruba Musical

Postado em Curiosidades, Dicas musicais, Informação com as tags , , , , , em 19/11/2009 por Fernando

Se você acha que o mercado publicitário dinâmico, é porque você não conhece o mercado musical.

Sei que há milhões de outros exemplos, estilos e bandas a serem citadas aqui, mas esse post é só para ilustrar esse dinamismo que chega a ser até uma suruba, na minha humilde opinião. Vamos lá…

Ian Gillan, frontman do Deep Purple, já passou pelo Black Sabbath, e gravou o CD “Born Again”, em 1983. Ótimo CD, diga-se de passagem. Confira uma animação com a música-tema do álbum:

 Black Sabbath – “Born Again” (1983)

 

Por falar em Black Sabbath, vale citar que, além do madman e Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, a banda teve como outro grande vocalista (grande de personalidade e voz, pois ele não deve medir mais de 1,50 m), Ronnie James Dio, entre 1979 e 1983 e em uma nova passagem em 1992. Dentre os muitos sucessos durante sua passagem pelo Black Sabbath, vale destacar a música Heaven & Hell:

Black Sabbath – “Heaven And Hell” (1992) 

 

Pois bem. Antes de entrar no Black Sabbath, Dio havia tocado na banda Rainbow que tinha entre seus integrantes, ninguém mais ninguém menos que Richie Blackmore, exímio guitarrista que havia tocado no Deep Purple. O mesmo Deep Purple de Ian Gillan, lá do começo do post.

 

Richie Blacmore’s Rainbow – “Man on the Silver Mountain”

 

Não posso me esquecer de citar que o Deep Purple, entre 1973 e 1976, tinha como vocalista o incrível David Coverdale que, hoje, conduz seu grupo, Whitesnake.

 

Deep Purple – “Burn” (1974) 

 

Então calma. Deu pra acompanhar ou quer que eu desenhe? Lá vai:

 

Claro que existem milhões de outros exemplos, mas só quis ilustrar (e espero que tenha conseguido) o constante troca-troca do mercado musical, o entra e sai de integrantes, e a íntima relação que se dá entre eles e suas bandas. Bom rock n’ roll para todos.

Ela tem O Jack!

Postado em Curiosidades, Informação com as tags , , , em 18/11/2009 por Fernando

Antes de começar a contar essa história muito da interessante, gostaria de convidá-lo a assistir a esse vídeo:

Trata-se da música “The Jack”, do AC/DC. Mas tem que assistir mesmo antes de ler, se não não vai ter graça!

 

A música tem uma pegada blues, bonitinha, tal. Mas aí você para para ver a letra, e o que encontra?

O “Jack”, na verdade, trata-se de gonorréia. Na época, eles costumavam, digamos, “compartilhar” suas garotas. E quando alguma garota tinha gonorréia, eles avisavam o amigo. Algo do tipo “ih, sai fora, cara! Ela tem o Jack!”

Tendo isso em mente, te convido a ouvir novamente a música. Ela não deixa de ser legal.

Acervo de Woodstock

Postado em Dicas musicais com as tags , , em 17/11/2009 por Fernando

Clique aqui para ver um ótimo acervo de Woodstock. 

As fotos são todas da extinta revista, LIFE, em comemoração aos 40 anos de festival, que aconteceu esse agosto desse ano. É possível, inclusive, baixá-las em alta resolução.

Ótimas fotos.

Robert Plant? É você?!

Postado em Dicas musicais, Informação em 13/11/2009 por Fernando

Depois de falar do ex-ex-vocalista do Led Zeppelin nesse post,  vamos falar do presente do apenas ex-vocalista do Led.

Quando o Daniel Passos me mostrou o vídeo, eu devo confessar que foi um baita susto assistí-lo. Robert Plant, uma lenda viva do rock n’ roll, ex-frontman do Led Zeppelin, hoje está com seus 61 anos, mas não largou a música.

Atualmente, Plant toca um projeto com sua mulher, Alison Krauss, uma cantora e violinista americana de bluegrass.

Plant_Krauss

Em 2007, o casal lançou o disco “Raising Sand”, trazendo uma mistura de rock, folk contemporâneo e uma pitada de country. Um som muito do esquisito, totalmente diferente com o Plant que costumávamos ver no Led. Confira a música “Gone Gone Gone” e tire suas conclusões:

Bandas Geográficas

Postado em Crônicas com as tags , , , , em 13/11/2009 por Fernando

Por alguma força maior, por modismo ou simplesmente por acaso desse destino serelepe, a partir da década de 70 aconteceu um movimento musical bastante interessante: o surgimento das Bandas Geográficas. Mas que cazzo é isso? Eu explico.

Em 1970, três jovens americanos que residiam em Londres – Gerry Beckley, Dan Peek e Dewey Bunnel (na época, os três estavam na casa dos 20 anos) – formaram a banda de folk rock America, que viria a alcançar grande sucesso nos anos posteriores.

É desses caras a famosa música “Horse With No Name”, regravada por muitos artistas, entre eles nosso caríssimo Neil Young.

 America – “A Horse With No Name” (1972)

 

Pois bem. Pulemos alguns anos e quilômetros, e vamos para 1979, na Suécia, para contarmos uma história um pouco complicada, mas bem legal. O vocalista Joey Tempest foi chamado para ser o frontman de uma manda chamada Force, que dois anos depois teve o baixista John Levén. Alguns meses mais tarde, Levén foi chamado para juntar-se ao lendário guitarrista Yngwie Malmsteeen, na banda Rising Force. Com isso, o antigo baixista do Malmsteen foi para o Force. Mas dizem que Levén e Malmsteen não se batiam muito, então os baixistas voltaram às suas respectivas bandas. Deu pra entender?

Pois então. Isso tudo é só para explicar a relação com a banda America.

Em 1982, o Force entrou em um concurso de Rock na Suécia que reunia mais de 4 mil banda e, durante esse concurso, mudaram o nome para Europe. Em 1986 saiu o sucesso mundial “The Final Countdown”.

Europe - “The Final Countdown” (1986) 

 

Mas ainda não acabou. Em 1981, também na terra da rainha, surgiu a banda Asia, que é um projeto de supergrupo, formado por ex-integrantes de bandas do calibre de Yes, Emerson, Lake & Palmer e King Crimson. A banda foi considerada a pioneira da segunda fase do rock progressivo, em que eram deixados de lado aqueles solos e composições superlongas, tornando-se uma forma mais atrativa para ser veiculada em rádios. Sucesso inegável da banda: “Heat Of The Moment”.

Asia – “Heat Of The Moment” (1983) 

 

Enfim. O que eu quero discutir, ou pelo menos questionar, é o surgimento de diversas bandas com nomes de continentes, em um período relativamente curto de tempo.

Porque é engraçado se formos comparar essas bandas: o America, por exemplo, apresenta uma mistura the country com rock, uma pegada mais folk, parece. Já o Europe outra proposta, voltada para o glam/hair rock. Muita luz, figurino trabalhado, teclado e uma pegada meio disco. Por fim o Asia, com seu hard rock, que me lembra em muito o Rush.

Esse fenônemo musica pode ter se dado talvez patriotismo (ou não, visto que o Asia é formado por integrantes europeus). Ou por uma força maior. Ou estava na moda. Ou simplesmente um acaso desse destino serelepe.