
Jann S. Wenner em 28 de setembro de 1968, realiza a primeira entrevista completa da Rolling Stones com o meu herói do dia.
Para começar, nesta noite, o meu herói bebia suco de laranja sem LSD, e falou sobre o próximo disco de sua banda ” Deaf, Dumb and Blind”, que mais tarde rendeu um clássico bastante conhecido: Tommy.
O álbum em questão, influenciou uma das obras primas mais extraordinárias do rock’n'roll: The Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd, e criou um pacto eterno do rock com o movimento psicodélico.
Pense num garoto surdo,retardado e cego, que tinha o nariz maior que o mundo. E dizia que por causa de seu nariz escrevia músicas e tocava guitarra.
Nariz a parte, justamente nesta noite de 68, ele não destruiu a sua guitarra no palco do Fillmore West.
Pior, disse nem ligar a mínima para isso.
Bom, é que até hoje, contamos para os nossos afilhados, em volume alto, essa história. É que eu não tenho filhos e não estava lá nesta noite. E tudo começou numa terça-feira durante um show, quando sua guitarra bateu no teto e rachou ao meio…
O meu herói é perfeccionista ao extremo e também grande compositor.
Tocou banjo, violão e girando o seu braço direito contra as cordas de sua guitarra se transformou numa entidade musical. Entidade SIM.
Nascido numa família de músicos, sempre super respeitáveis com ele, que não o impediam de fazer nada.
Nem tocar guitarra, nem fumar maconha, nem ao menos usar a cama de sua mãe para a sua primeira transa.
Na Inglaterra mod de 60, e seu exército de lambretas, ele e sua banda invocavam ação com seus improvisos generosos e composições que permanecem. Essa entidade musical, vivinha da silva, lider de uma das maiores bandas de rock do planeta, já foi The Confederates, The Detours, The Hig NUmbers e por duas vezes The Who.
Um mod agressivo, extremamente elegante e fashion, que cada vez mais é para nós o Rock’n'Roll de hoje,ontem e para todo o sempre. Salve meu herói. Amém.
Lembre-se que ele ganhou um violão de sua avó aos 12 anos de idade e escutou muito rock americano.
Ou ainda, recorde-se daquele garoto surdo, retardado e cego, que tem o nariz maior que o mundo e o coração do tamanho dos anéis de saturno.
Falsamente acusado de molestar criancinhas, provou a sua inocência e cá para mim, queriam pegar ele desde o lançamento de Tommy.
Tommy, personagem central desse épico, era um garoto diferente, que se movia através da música e muitas vezes era molestado pelo seu tio pervertido. Apesar de o significado dessa história jamais ter sido de fato explicada, Tommy é mais precisamente, uma viagem pela infância real e imaginária de meu herói.
Mas peraí, se você agora sabe o nome dele, lamento. Seu rock está precisando de mais uma porção de Roger Daltrey, Keith Moon, John Entwistle e Pete Townshend.
Peter Dennis Blandford Townshend vive atualmente em Richmond, Inglaterra, e embora seja mais conhecido por sua carreira musical, se envolveu ostensivamente com o mundo literário, escrevendo artigos em jornais e revistas, resenhas de livros, ensaios e roteiros.
Sofre de surdez parcial, devido a exposição a música em volume alto pelos palcos que incendiou.
O herói do dia nasceu em 19 de maio de 1945 e toca guitarra, piano, sintetizador, banjo, baixo, bateria, violino, bandolim e ukelele.
Leia o romance semi – autobriográfico do cara: The Boy Who Heard Music.
Ou reveja grandes momentos do The Who: I´m Free, We’ re not gonna take it, Pindball Wizard, Who’s Next, entre tantos outros clássicos.Dá-lhe!
www.thewho.uk